Intolerância à lactose: causas e cuidados a ter

Intolerância à lactose: o que é e quais as principais causas

A intolerância à lactose afeta grande parte da população mundial. Informa-te aqui sobre o que é a intolerância à lactose, as suas causas, sintomas e os tratamentos disponíveis.

A intolerância à lactose, ou hipolactasia, é uma intolerância alimentar que, na atualidade, afeta uma parte significativa da população mundial e, tal como o nome indica, está relacionada com a má digestão da lactose – o açúcar predominante e mais importante do leite.

Em Portugal, e de acordo com dados da Sociedade Portuguesa da Gastroenterologia, cerca de um terço da população sofre de intolerância à lactose.

Graus de intolerância à lactose

Quando falamos de intolerância à lactose, temos obrigatoriamente de falar em diferentes níveis de sensibilidade e respetiva quantidade diária tolerada:
• Sensibilidade Alta: tolerância de 1 a 4 g diários
• Sensibilidade Média: tolerância de 5 a 8 g diários
• Sensibilidade Baixa: tolerância de 9 a 12 g diários

Como podemos ver, há diferentes tipos de tolerância à lactose. Se olharmos para um iogurte, que tem cerca de 4 g de lactose, o mesmo poderá ser consumido por intolerantes à lactose com sensibilidade média e baixa. O iogurte é assim uma boa alternativa para quem tem intolerância à lactose moderada, mas que pode não conseguir consumir leite sem sentir os efeitos negativos da lactose no seu organismo.

Causas da intolerância à lactose

A principal causa desta intolerância alimentar é a ausência ou deficiência da enzima lactase – enzima intestinal responsável pela hidrólise da lactose a ser absorvida pelo organismo.

A intolerância à lactose é geralmente genética (hereditária), sendo que uma das causas raras de intolerância à lactose é a denominada deficiência congénita de lactase. Os bebés que sofrem com esta última patologia não produzem lactase e, atendendo a que não são capazes de digerir a lactose, apresentam diarreia desde o nascimento.

A diferença entre a hipolactasia primária e a intolerância à lactose congénita é molecular. Na primeira, a enzima lactase é normal, mas diminui a sua expressão ao longo da vida e, na segunda, a enzima lactase está ausente.

A dificuldade em digerir a lactose pode igualmente ser causada por diversas doenças gastrointestinais. A gastroenterite viral ou bacteriana e outras doenças, como a doença celíaca ou mesmo a doença de Crohn, podem destruir as células produtoras de lactase que revestem o intestino delgado.

A proliferação bacteriana pode também causar sintomas de sensibilidade à lactose. Neste caso, as bactérias degradam a lactose no intestino delgado, libertando gás. Este gás pode provocar distensão (inchaço) abdominal, cólicas e flatulência (gases), bem como diarreia. O problema não é, portanto, causado por uma deficiência enzimática de lactase, mas sim por um excesso de bactérias intestinais.

Intolerância à lactose: cuidados a ter

As principais manifestações clínicas associadas à intolerância à lactose incluem dor e distensão abdominal, diarreia e flatulência, náuseas e vómitos, sendo que a intensidade destes sintomas depende, em geral, da quantidade de lactose ingerida, do grau de deficiência da lactase e do tipo de alimento ingerido - sobretudo do seu conteúdo de gordura. A intolerância à lactose pode levar a um menor consumo de lácteos, que são, por sua vez, a principal fonte de cálcio da nossa alimentação.

Um adulto médio deve consumir cerca de 800 mg de cálcio por dia, pelo que é importante encontrar esta quantidade de cálcio nos alimentos ingeridos ao longo do dia e adaptar a dieta de forma a conseguir obter este importante mineral em quantidades adequadas. A maior parte das pessoas com intolerância à lactose consegue tolerar o iogurte, que constitui uma excelente fonte de cálcio.

Vegetais como os brócolos, a couve chinesa, a couve portuguesa e a couve-galega constituem igualmente boas fontes de cálcio. Os suplementos de cálcio deverão ser equacionados apenas se o consumidor não conseguir obter os níveis de cálcio recomendados através de uma alimentação variada e equilibrada. Consulta sempre o teu médico antes de tomar suplementos alimentares.

Intolerância à lactose: tratamento

Existem duas formas principais de tratar a intolerância à lactose:
• Reduzir a quantidade de lactose ingerida, limitando a ingestão de leite e de laticínios ou ingerindo produtos com baixo teor de lactose, tal como o iogurte – que contém cerca de 4 gramas de lactose;
• Terapia (farmacológica) de substituição ou reposição enzimática com lactase exógena.

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* Activia contém culturas vivas do iogurte que são probióticos porque melhoram a digestão da lactose do produto em indivíduos com dificuldades de digestão da lactose. Deverá ser consumido integrado numa alimentação e estilo de vida saudáveis.

** Activia contém cloreto presente de forma natural, que provém de sais minerais e que contribui para uma digestão normal através da produção de ácido clorídrico no estomago. Deverá ser consumido integrado numa alimentação e estilo de vida saudável.

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